Qual é a importância do procedimento na interação de um grupo?

Por Clóvis Henrique

 

As maneiras de funcionamento do grupo no exato momento da interação revelam as normas grupais que podem ser explícitas ou implícitas. As normas, em geral, baseiam-se em valores que se estabelecem na convivência dos integrantes. Procedimentos são regras explícitas que orientam a maneira de interação, podem ser também chamados de métodos, ou seja, os modos de proceder no processo interativo. São os procedimentos que organizam a ordem, o tempo e forma de expressão.

É muito comum o grupo proceder de maneira inconsciente em seu processo grupal. Sendo assim, pouco se organiza a interação. A ordem emergente vem, muitas vezes, da cultura. Ou seja, interage-se de determinada maneira por costume. A prática interativa de uso comum entre as pessoas no espaço do grupo pode ter sido desenvolvida internamente, a partir de experiências vivenciadas naquele ambiente e também a partir de outras experiências dos integrantes. Também pode ser advinda de obediência a certos princípios apreendidos no contexto em que se instala o grupo. De toda forma, em ambos os casos, o grupo não percebe que adquiriu certo modo de interagir.

Os procedimentos são importantes, pois influenciam a interação. Mas isso ganha relevância, de fato, se a forma de interação passa pelo espaço de auto-consciência do grupo. Nesse sentido, são fundamentais os valores como orientadores do método. Por exemplo, se um coletivo acredita que as pessoas com determinados papéis ou funções devem ter a palavra final em uma decisão coletiva, por quaisquer que sejam os motivos para isso, este grupo poderá escolher explicitamente uma maneira de garantir que a ordem de expressão culmine naqueles integrantes. Pode-se dizer, então, que os procedimentos explicitados organizam a interação de acordo com as orientações emanadas dos valores.

O que influencia a interação em um grupo?

Clóvis Henrique[1]

A interação torna possível a partilha de interesses e a elaboração de objetivos comuns, por isso pode ser considerada elemento estruturador dos grupos. É a ação entre as pessoas, a interação, que estabelece as fronteiras do grupo. O ato interativo se estabelece, em particular, na comunicação, seja ela verbal ou não-verbal. Pode-se dizer que a interação é a manifestação do sujeito, sua expressão no espaço do grupo.

Ela acontece em encontros face a face de todo o coletivo ou de subgrupos. Também ocorre à distância, seja por meio impresso ou digital. A interação pode ser consciente ou inconsciente, voluntária ou involuntária, embora como ato comunicativo se possa focalizar apenas o estado consciente e a ação voluntária do emissor, mesmo que haja efeitos inconscientes e involuntários no receptor. Independente das modalidades ou da natureza da interação, há elementos intervenientes no processo interativo de um grupo. Portanto, cabe a questão: o que influencia a interação em um grupo?

De início, as relações interpessoais. A relação entre as pessoas do grupo tem forte impacto, pois orientam as imagens que emissores e receptores de interações constroem uns dos outros. A afinidade entre as pessoas, estabelecida por semelhança de pensamentos, compoem as imagens. Outro aspecto é a empatia, uma projeção de identificação, quer afetiva ou cognitiva, que também molda a forma como os sujeitos se percebem.

O perfil pessoal também influencia a interação. Sejam características físicas que possam provocar atração gerando empatia, ou questões atitudinais que informam a maneira de se comportar com o outro, atributos de natureza particular compõem a visão que quem interage tem do outro. Caberia, por fim, falar que autoimagem influência o processo interativo, mas como esta se expressa em questões atitudinais, estão ali incluídas.

Ainda no campo das relações interpessoais também estão as conexões estabelecidas com o outro previamente, ou seja, anterior ao ato interativo, tanto no espaço do grupo como em outros grupos. Também influenciam, por serem anteriores à interação, laços pessoais de amizade ou de família. Vê-se que as relações pessoais não influenciam apenas o momento da interação em si. Elas constituem o quadro referencial no qual os suejitos estabelecem as imagens uns dos outros e por isso tem tanta influência na interação.

Se a imagem construída pelo receptor em relação ao emissor, e vice versa, influencia a interação é porque informa o modo de agir. É como se um indivíduo fosse compondo seu repertório de ação no histórico de relações, pois estas lhe informam a maneira de proceder. Mas para além de percepções ligadas às relações que as pessoas estabelecem por si mesmas, cabe mencionar que ideias sobre o outro também se formam a partir do ponto de vista alheio ao próprio indivíduo. Nesse caso, a formação da imagem a respeito do outro pode ser estabelecida a partir de visões incutidas por outras pessoas ou por processos de socialização.

Por vezes imagens são construídas a partir de opiniões de outras pessoas a respeito daquele indivíduo com o qual se processa a interação. Mas talvez mais influentes sejam os processos de socialização, pois influenciam a priori. A forma como se vê alguém pertencente a um status social particular é advinda do processo em que a pessoa foi socializada, portanto independe das relações interpessoais. Assim, a posição ocupada pelos interlocutores na sociedade pode orientar a maneira de interação, fala-se aqui de condições socioeconômicas, formação escolar, gênero, origem, raça e idade.

Ainda sobre aspectos ligados à socilização, pode-se dizer que a interação é afetada por questões de filiação a correntes ideológicas, partidos políticos, clubes esportivos e movimentos sociais. As pessoas interagem de maneira distinta quando percebem que são filiadas a grupamentos semelhantes ou distintos. Não tanto ligado a processos de socialização, mas baseados principlamente em aspectos da cultura organizacional, pode-se pensar que posições hierárquicas influenciam a interação entre pessoas de uma mesma organização. E relações institucionais podem interferir no processo interativo de indivíduos de organizações distintas, mas pertencentes a um grupo.

Encerrando os elementos de socialização, ligados à imagem que se forma do outro, pode-se dizer que a cultura grupal é fundamental para a interação. Cabem no termo cultura grupal os modos interativos comumente aceitos, além das posições dos integrantes no grupo. Ou seja, os papéis e as funções desempenhados pelas pessoas no grupo influenciam a maneira como estas agem umas com as outras, pois também compõem a visão que se tem do outro. Pode-se falar também que influencia a interação e está na cultura do grupo, a percepção de pertencimento que se forma em relação ao grupo, embora seja elemento individual tem relação com papéis no grupo. Essa ideia de cultura grupal se confunde com a de cultura organizacional quando se tratam de organizações, neste caso a primeira está contida na segunda, mas ambas são ligadas às imagens elaboradas por processos de socialização.

Para além da imagem que interlocutores formam uns dos outros, a própria maneira como se constitui a interação é elemento interveniente. O modo de interação é parte da influência, pois fala-se de um processo dinâmico, em que a própria natureza influencia a si mesma. Primeiramente, deve-se dizer que a interação se modifica com a atitude dos interlocutores. No campo atitudinal encontram-se, em particular, os sinais emitidos pelos receptores ao emissor.

Duas atitudes são basilares do processo interativo: escuta e validação. A escuta demonstra atenção ou desatenção, bem como compreensão ou incompreensão. A validação é expressa pela ressonância em relação ao conteúdo do que é dito. Ambas as atitudes possibilitam o estímulo para a continuidade ou para a interrupção da interação iniciada. Assim, alguém que se percebe escutado por receber esforço de atenção e compreensão dos interlocutores segue no fluxo interativo. Aquele que não vê ressonância no outro, interrompe a interação. Cabe mencionar que um conteúdo ressoa quando é pertinente, ou seja, está no foco da interação e quando é relevante, ou seja, quando avaliado como importante para o ponto em questão.

Ligado diretamente ao conteúdo está a agenda, ou seja, o assunto da interação. É a pauta que orientará a atitude de validação. Evidentemente, a agenda nem sempre é formulada previamente. De toda forma, depende de um acordo entre interlocutores sob pena da escuta ser comprometida pelo assunto estar fora dos interesses partilhados pelos integrantes do grupo ou mesmo ser visto como inapropriado para a fase em que o coletivo se encontra. Vê-se que a formulação da agenda influencia na interação do grupo.

Também ligado ao conteúdo da interação está a visão dos integrantes sobre o processo no qual o assunto se insere. Não se trata do conteúdo em si, mas do funcionamento do grupo e da relação deste com os aspectos relacionados ao tema. A avaliação que acontece é a respeito da adequação e da efetividade da interação. Para observar a adequação observa-se como a interação contribui com os objetivos do grupo. Para verificar a efetividade recorre-se às experiências passadas para verificar o que foi feito com o resultado da interação. Essas percepções sobre o processo, em geral, são pouco partilhadas por isso exercem influência na maneira como interagem os sujeitos num grupo.

Incluídos no modo de interação estão aspectos relacionados a espaço, tempo e procedimentos de interação. O ambiente em que ocorre a interação exerce papel sobre quem interage. Também o tempo disponível orienta a maneira de interagir. E, por fim, as regras para a interação orientam o modo de interagir. Nessa tríade, os procedimentos ampliam a influência à medida que o grupo torna-se autoconsciente do processo interativo, seja no coletivo ou por parte de seus integrantes.

Em síntese, pode-se dizer que a imagem que as pessoas formam umas das outras e o modo como acontece a interação influenciam o processo interativo. No primeiro âmbito, estão relações interpessoais, perfil dos interlocutores e processos de socialização. No segundo, encontram-se atitudes dos receptores, processo grupal, agenda, tempo, espaço e procedimentos de interação. Vale mencionar que estes aspectos não influenciam apenas a interação, pois se influenciam mutuamente, ampliando ou reduzindo a interferência de cada um. Acrescentando a esse campo de interferências a natureza dos grupos e os seus tamanhos, tem-se revelada a complexidade do processo interativo em um grupo. 


[1] Às voltas por definir como pesquisar a decisão nos grupos.

O diálogo e o jardim

Por Clóvis Henrique[1]

Quando ouvimos um ao outro, um jardim se forma entre nós. No espaço que se apresenta entre as pessoas num grupo pode-se cultivar: dedicar, preparar, desenvolver o diálogo.

No terreno do encontro em que o diálogo faz surgir um jardim, dedicar é estar presente, preparar é estar em empatia, desenvolver é estar na escuta ativa. Nesse lugar, sem o cuidado do cultivo as conversas desidratam, as relações murcham e a fertilidade se esvai.

Em ambientes de interação a presença não é ausência. Estar presente é viver o que surge, o que nasce do encontro. Lá e então esvazia. Aqui e agora preenche. A dedicação para o diálogo começa com atenção plena ao que se passa no terreno entre as pessoas do grupo.

Na preparação cabe a saída de nós para a chegada no outro. Quando estamos centrados em nossas ideias e juízos, interagimos pouco. Nesse terreno, pouco vai se colher. A colheita com frutos de entendimento vem do encontro, este só com empatia.

A escuta é o que permite a compreensão. Compreender é incluir. Eis uma atitude que faz diferença quando não se quer uma monocultura e sim uma diversidade de saberes e de poderes. Calar a matraca interna para ouvir plenamente o outro abre espaço para a colheita.

O melhor método para o cultivo quem diz é o terreno. É da observação atenta às condições em que se estabelecem as relações no grupo que o facilitador-jardineiro pode decidir como estimular interações genuínas que frutifiquem a inteligência coletiva.


[1] Inspirado pela frase de Mark Nepo: The ear is only a petal that grows from the heart. When we hear each other, it all becomes a garden.

Nova-mente à política

Por Clóvis Henrique[1]

Um dia desses escutei alguém dizendo que a humanidade vai se transformar quando redescobrir a roda. Isso mesmo! A roda. A gente introjetou tanto a ideia de que não precisamos “reinventar a roda” que esquecemos a importância desse ato de re-inventar.

Reinventar é imaginar novamente. De novo, outra vez. Com uma nova-mente? Talvez seja aí que more um sentido para a ideia de i-nova-ação. Quando escutei a história da roda a pessoa não falava dessa que nos transporta, mas daquela que nos suporta. A referência era ao círculo, esse jeito simples de conversar que não é de hoje que vem e que tanta potência tem.

Mas aqui o papo é outro. Talvez tenha até a ver com a roda, o círculo, mas falemos disso outra hora. Será que seremos outros quando redescobrirmos a política? Tou meio cansado de ler, escutar e dizer: “por uma nova política!”. Acho mesmo é que precisamos ir com e para nova-mente à política.

A raiz da palavra política todo mundo tá cansado de saber: pólis. Tá. Mas e daí? E daí que vale olhar nova-mente como se fazia. Por mais restrita a um público masculino, rico e livre, a política se fazia em torno de um espaço comum em que interesses eram explicitados e negociados. A política nasceu da conversa-com-outro-sobre-alguma-coisa-comum.

Não é ruim ter interesse! Aliás, ingenuidade é achar que seres humanos se desprovirão de seus sonhos, anseios, motivações, desejos, a bem dizer: interesses. A não ser em condições extremas, é raro deixar de ter vontades. O difícil é ter clareza e assumir que se tem uma intenção e por mais travestida de ‘bem comum’ ou ‘interesse geral’ ela passa pelo indivíduo.

Por isso, tá tudo bem. Na verdade, que bom que temos interesses! E conseguir ter clareza do que é seu e do que é seu em relação ao outro: só encontrando o outro. Aliás, inter-seres, interesses? Parece que o interesse é justamente o que se estalebece entre os seres. E para isso nada melhor do que uma boa conversa.

A política nasce da conversa e a partir dela é que se constitui. Extraindo a parte excludente da forma como se fazia lá nos tempos de outrora, olhando com nova-mente, buscaremos a inclusão de outros sujeitos políticos e ‘otras cositas más’. Mas talvez precisemos olhar de novo: política é relação entre pessoas sobre assuntos comuns.

E qual o papo mais comum em todo lugar? Relação. Falamos, da mesa de bar ao corredor do cafezinho, quase sempre sobre relações. É em torno de conexões com objetos, ideias e pessoas que giram tantos de nossos pensamentos. O difícil é encarar que a qualidade das relações que estabelecemos depende também da gente.

Relação entre pessoas sobre assuntos comuns. E onde é que cabe inovação na política? Eu acho que em nada. Sim. Tem um tanto de interesse não revelado, então que se releve. Tem um tanto de opressão na expressão, então que se equalize. Tem um tanto de inversão nos valores, então que se reverta.

Mas isso tudo não é novo. Na verdade é bem velho. E que bom! Tão velha como a roda é a política. E o que será de nós se olharmos para ela nova-mente?



[1] Incomodado em saber, pelo jornal de domingo, que Kassab funda outro partido por uma nova política.

O que é um grupo?

Clóvis Henrique[1]

Grupo é um conjunto de pessoas que formam uma unidade em torno de objetivos comuns. Essa unidade observa-se pela formação de fronteiras entre o que é e o que não é o grupo. Afinal, é praticamente impossível existir um grupo com objetivos ainda não delineados por outros grupos. Ao mesmo tempo, isso é tão raro quanto a possibilidade de existirem grupos idênticos. Ou seja, a singularidade dos grupos não se dá pela formulação de objetivos e sim pela formação de suas fronteiras.

Fronteira aqui é o termo usado por trazer a dimensão territorial. Em um território as fronteiras, ou melhor, os limites podem ser demarcados indicando a diferenciação entre o que faz e o que não faz parte daquele espaço em que modos de vida são compartilhados. No interior dos limites estabelecidos podem sim existir distintos modos de viver, por isso também é útil trazer a dimensão territorial que permite a diferenciação em áreas que contem e estão contidas em outras. Também vale a percepção de que em um território há mobilidade e os indivíduos têm trânsito facilitado ou dificultado a depender das normas.

Num grupo a formação das fronteiras ocorre de diversas maneiras. Antes de tudo, o conjunto é formado por pessoas, isso certamente é o que mais torna um grupo singular. Não é necessário chegar à genética para observar o ineditismo de cada ser humano, basta perceber suas origens, seus comportamentos e suas intenções. Idênticos não exitirão dois seres humanos, mesmo que a clonagem avance. Assim, sabendo que é difícil a formação de grupos exatamente com os memos integrantes, pode-se falar da singularidade dos grupos apenas pela observação de que são compostos por componentes únicos. No entanto, um conjunto de unidades singulares se torna singular, mas ainda não uno.

A unidade dos grupos é o que fará emergir as fronteiras. E o que fomenta isso que se tornará uno, mesmo que frágil, é justamente a relação entre os indivíduos. Vale salientar que uno aqui não quer dizer unido, não se trata de coesão, mas sim de identidade. Um conjunto de pessoas, considerando que esteja em interação (independente do contato ser presencial ou à distância), estabelecerá laços entre si.

Laços no sentido usual do termo. As linhas, no bordado, se encontram e se conectam a depender do movimento que se estabelece. As pessoas, num grupo, se encontram e se conectam a depender do movimento que se estabelece. No bordado, o movimento é direcionado por um agente externo. No grupo, as pessoas são responsáveis pelo emaranhado de relações, quer tenham ou não consciência do papel que desempenham. A tecitura das relações dá unidade ao agrupamento.

Desta forma, a maneira como os relacionamentos interpessoais se estabelecerem é o que dará uma ou outra configuração ao grupo. E nesse olhar para as relações, ver-se surgir maneiras de agir adequadas ao espaço que se forma entre as pessoas. O grupo molda-se e define seus limites exatamente nesse espaço em que as pessoas se relacionam. A unidade não se faz pelos modos de agir idênticos, pois pode haver inúmeros modos de agir aceitos em um grupo. A fronteira se estebelece entre quem se relaciona naquele espaço e quem não se relaciona.

A diferenciação não se dá pela exclusividade, pois as pessoas que integram um conjunto de relações, denominado grupo, certamente se relacionam com outros indivíduos que não fazem parte daquela unidade. Não fazem parte daquela unidade, pois mesmo que se relacionem com um ou mais integrantes estão fora do espaço formado pelas relações dos integrantes. É nesse espaço relacional que acontece o grupo. São afinidades, interesses e motivações que farão as pessoas se identificarem umas com as outras e assim entrarem no lugar denominado grupo.

Nesse lugar existirão áreas, por isso, subgrupos são encontrados em grupos. Um conjunto de conjuntos. Conjuntos que podem, inclusive, ser divergentes e competirem para que seus modos de agir predominem no espaço. Essa relação de forças entre os subgrupos também vai delimitando as fronteiras do grupo. Inclusive, expelindo pessoas para fora dos domínios daquele território para que haja diferenciação.

Essa ideia de disputa de espaço ocorre também entre as pessoas, mas em geral, se dá em alianças o que traz a noção novamente do conjunto de conjuntos como sendo a melhor ideia para um grupo. Essas relações que se estabelecem, até pela correlação de forças vai sendo formada no decorrer da vida do grupo, não são estanques. A dinamicidade é também um traço dessa unidade. Nas relações as pessoas se transformam e transformam o espaço em que se encontram.

Após esse percurso por fronteiras, singularidades, territórios, componentes, laços, conjuntos e diferenciações, a ideia de que um grupo é um conjunto de pessoas que formam uma unidade em torno de objetivos comuns pode ser ressignificada. Pode-se dizer que um grupo é o espaço delimitado pelo conjunto dinâmico de relações frequentes em torno de objetivos comuns.

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[1] Um ensaio inacabado que tenta enfrentar uma questão básica para indicar uma concepção de grupos.